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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Geek dos Museus #4 Museus História Natural


São os museus que mais gosto de visitar. Não tem qualquer lógica mas são espaços repletos de mistérios do Universo, história, curiosidades e ciência. Temas que normalmente não estão ao nosso alcance e que aqui estão expostos e são mostrados de forma simples.

De todos os que visitei até agora os meus favoritos foram o de Londres e o de Nova Iorque (claro!) mas o de Washington e o de Viena também são grandiosos e repletos de itens interessantes. 


Natural History Museum, Londres

Nem sei por onde começar. Este museu tem mais de 70 milhões de espécies, exposições interativas, um simulador de sismos, um feto em tamanho gigante, uma das mais inacreditáveis exposições de insectos, uma zona totalmente dedicada aos dinossauros (com um T-Rex assustador em tamanho real e animado), uma casa verdadeira onde temos o mais inacreditável reality check sobre os milhões de espécies com quem a partilhamos, uma vasta coleção de pedras preciosas e uma das mais fantásticas galerias de mamíferos onde se destaca a baleia-azul de tamanho real que domina toda a sala. E muito mais. Atrações que fazem deste, um dos mais populares museus de Londres. 














American Museum of Natural History, Nova Iorque

Fundado em 1869 é um dos mais famosos Museus de História Natural do Mundo (protagonizando, inclusive alguns filmes). O Museu contém 46 salas de exibição permanente e galerias para exposições temporárias, incluindo o Centro Rose para a Terra e o Espaço (Rose Center for Earth and Space), com o Planetário Hayden e um teatro IMAX. A sua coleção permanente inclui mais de 32 milhões de espécimes e artefatos culturais e é reconhecido pela sua vasta colecção de fósseis, incluindo de espécies de Dinossauros. Uma das grandes atrações do museu é uma coleção de esqueletos de dinossauro, com mais de 30 milhões de fósseis e artefatos. À entrada um barossauro de aproximadamente 15 m dá-nos as boas vindas. Motivos de visita não faltam.










National Museum of Natural History, Washington

Museu gerido pela Smithsonian e é um dos maiores do mundo com mais de 125 milhões de espécies de plantas, animais, fósseis, minerais, rochas, meteoritos e objetos culturais humanos. De destacar a sala dos insetos que alberga alguns dos mais nojentos espécimes que habitam na terra, a sala dos dinossauros com os seus esqueletos gigantes, a sala dos mamíferos que inclui mais de 274 animais embalsamados. E tudo isto pode ser visitado totalmente for free (que é como quem diz de borla).  











Naturhistorisches Museum, Viena

Uma das principais curiosidades destes museu é ter sido construído em espelho do Museu de Arte, localizado mesmo em frente. Este Museu data de 1889 e nasceu na impressionante coleção de espécimes naturais do imperador Franz Stephan´s. O museu conta com cerca de 30 milhões de espécies em exposição, onde se destacam as salas das pedras preciosas, rochas e minérios, a sala dos dinossauros, a Vénus de Willendorf (peça com mais de 250 mil anos), o bouquet de jóias oferecido pelo imperador a sua mulher e a maior e mais antiga coleção de meteoritos do mundo. Apesar de menos famoso que os seus antecessores o Museu de História Natural de Viena é um dos mais importantes a nível mundial.











terça-feira, 19 de novembro de 2013

Geek dos Museus #3 Museu Van Gogh, Amesterdão


Vicent van Gogh é um dos mais importantes artistas Holandeses! A sua curta carreira de apenas 10 anos foi suficiente para deixar cerca de 800 quadros e mais de 1000 desenhos. Sobretudo quando sabemos que Van Gogh aprendeu a pintar sozinho, apenas com a ajuda de livros, algumas lições das escolas de Antuérpia e Bruxelas, visitas a museus e com os seus amigos artistas.

The Painter of Sunflowers
Van Gogh retratado pelo seu amigo Paul Gauguin

Ao longo da vida acabou por desenvolver um estilo muito próprio com pinceladas expressivas e cores vivas, muitas vezes contrastando com a sua dramática vida, desde a falta de reconhecimento artístico ao suicídio.

E para quem chegou aqui parabéns! Acabou de descobrir que é um admirador de arte e sobretudo de Van Gogh. Confesso que certos pintores me entusiasmam e este é um deles e daí todo este enquadramento.

Passo então ao Museu himself. O Museu de Van Gogh guarda a mais vasta coleção de obras do pintor e é totalmente dedicado a dar-nos a conhecer a sua vida e obra. Aqui, além de ficarmos a conhecer um grande número das suas obras, organizadas pelos diversos momentos porque passou o artista, o museu permite-nos ainda ver algumas das suas obras mais importantes, como Os Girassóis, O Quarto em Arles, Corvos sobre Ceara e Autorretrato enquanto artista.




Ficamos ainda a conhecer as diferentes técnicas usadas nos seus quadros e as influências de outros artistas e estilos na sua obra, incluindo a oriental.

Podemos também analisar ao pormenor a suas obras, através de raio-x que mostram como reutilizava alguns dos seus quadros, de estruturas que mostram como trabalhava a perspetiva, de imagens analisadas ao microscópio que mostram ao detalhe a aplicação da cor e das pinceladas. São formas diferentes de ver e analisar as obras deste génio incompreendido e profundamente perturbado.

O museu está organizado em cinco períodos que mostram a sua evolução, desde os trabalhos iniciais em 1886 até à fase final em Auvers, percorrendo a sua passagem por Paris, Arles e pelo asilo em Saint-Remy.

Não vou percorrer todas as obras expostas mas não posso deixar de referir 6 pontos para ao quais devem prestar especial atenção numa visita a este museu

(daqui para baixo é só mesmo para fãs, ok! Não me responsabilizo por possíveis 'secas' que os não fãs possam vir a apanhar):

# a curiosa utilização da cor “casca de batata suja” feita no quadro “Comedores de Batata;




# a utilização brilhante de diversos tons de amarelo no quadro nos girassóis, enriquecidas com os tons de azul, vermelho e verde



# a utilização da cor no Quarto em Arles e reparar ao detalhes nas diferenças entre os dois quadros (sim, Van Gogh pintou uma cópia do seu próprio quadro), que nos obriga a olhar a fundo as duas obras;





# os autorretratos que pintou, a sua grande maioria para treinar diferentes técnicas e usos da cor, como o autorretrato enquanto artista, com cachimbo, com chapéu de palha e com cachimbo e chapéu de palha;







# o ambiente fatalista do quadro que marca o seu final de vida, “Cearas com corvos”, com as suas estradas sem saída, o céu negro e agitado e os corvos espalhados pela paisagem;





# as cores do quadro “Amendoeiras em Flor”, que representam estas árvores sob o céu azul, criado aquando do nascimento do sobrinho do artista





Através das várias salas deste museu podemos seguir a evolução nas obras de Vincent van Gogh, que mostram os diferentes momentos da sua vida, culminando com o seu período mais negro, em que já nos hospício pintou quadros onde e visível a sua angústia mental. Uma visita a não perder.



segunda-feira, 5 de março de 2012

Geek dos Museus #2

Este fim-de-semana fui ver o filme "A invenção de Hugo" e redescobri um tesouro que já tinha esbatido na minha memória...o Museu D'Orsay, em Paris. Grande parte da história passa-se neste local, quando na época, era ainda a Gare de Orsay.

Gare de Orsay

Lembrava-me, efetivamente, do Museu ter sido anteriormente uma estação de comboios mas já tinha perdido a dimensão e grandiosidade do edifício, projetado pelo arquiteto Victour Laloux, que foi inaugurado em 1898, para a Exposição Universal de 1900. A estação foi usada até 1939, altura em que foi encerrada e deixada ao abandono (como!!!).


 Vários foram ainda os usos dados a este imponente edifício até ao seu encerramento em 1973. Durante a Segunda Guerra Mundial serviu de centro de correios. Foi usada por Orson Welles no filme "O Processo" em 1962. Foi ainda usada como teatro e sala de leilões. Finalmente em 1977 foi decidido salvar o imponente edifício e nasceu então o Museu D'Orsay. Foi inaugurado pelo presidente François Mitterrand a 1 de Dezembro de 1986. Os arquitectos Renaud Bardon, Pierre Colboc e Jean-Paul Philippon foram os responsáveis pela adaptação da estação.

Fachada do Museu D'Orsay


Atualmente o Museu inclui uma das mais importantes coleções impressionistas e pós-impressionistas do mundo que inclui quadros de nomes como Manet, Monet, Renoir, Matisse, Toulouse-Lautrec e Van Gogh.

Baile no Moulin de la Galette
Renoir - 1876

Le Déjeuner sur l'Herbe
Manet - 1982-83

Auto Retrato
Van Gogh

O Museu teve, em 2011, mais de 3 milhões de visitantes e nos seus mais de 25 anos já passaram pela magnífica fachada do edifício para visitar o museu mais de 69 milhões de pessoas. Razões não faltam para conhecer este espaço cuja luz natural e espaço interior são verdadeiramente esmagadores.