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terça-feira, 1 de abril de 2014

Porque é Budapeste a mais grandiosa cidade europeia?

Budapeste foi uma das cidades que mais me impressionou pela grandiosidade dos seus monumentos e arquitetura. Quase tudo por aqui nos faz sentir pequenos e esmagados pelas dimensões


Parlamento Húngaro 
É um dos maiores e mais belos parlamentos do mundo. Quando foi inaugurado em 1920 depois de 20 anos de construção era o maior do mundo. Tem mais de 690 quartos e alberga as jóias da coroa.





Basílica Santo Estêvão
É a maior igreja de Budapeste e vê-se de qualquer ponto da cidade. A sua cúpula de 96 m é da mesma altura que a do Parlamento.






Igreja Matias
A igreja oficial da Coroação dos réis húngaros é para lá de impressionante com o seu pináculo a apontar orgulhosamente para o céu e o seu telhado multicolor.





Castelo de Buda
A cidade medieval de Buda cresceu em volta do seu Castelo e é considerada Património Mundial da UNESCO. O Castelo foi erigido numa colina de onde é possível admirar toda a cidade.






Ponte das Correntes
Foi a primeira a ligar Buda a Peste e é atualmente uma das bonitas pontes da cidade, tendo sido totalmente reconstruída pós II Guerra Mundial.





Bastião dos Pescadores
Construído no século XIX para celebrar mais um aniversário da fundação da Hungria este monumento localizado na colina do Castelo, proporciona uma das mais espetaculares vistas da cidade e do rio. As suas 7 torres representam as 7 tribos Magyar que fundaram a nação.





Praça dos Heróis
Esta magnífica praça é Património Mundial da UNESCO. Aqui podemos encontrar o Museu das Belas Artes, o Palácio da arte e o glorioso Monumento ao Milénio, uma imponente peça que domina o centro da praça e que termina com uma estátua do Arcanjo Gabriel.




Ópera
Mais um exemplo da grandiosidade da cidade, foi construída para fazer sombra à conceituada opera de Viena.  




Gellert Hotel & Spa
É a mais reconhecida estância balnear de Budapeste, local ideal para desfrutar das quentes e terapêuticas aguas da Cidade. A sua piscina é das mais grandiosas, espelho da arquitectura local, e das mais frequentadas.





Colina Gellért
Com 140 m de altura a Colina Gellért é o melhor local para apreciar as vistas da cidade. A sua encosta abriga a Igreja da Gruta, uma das mais singulares que já visitei, o Monumento a Gellért, majestoso na sua posição soberana. No cimo do monte, de braços abertos, encontramos o Monumento à Libertação, peça que sobreviveu aos tempos comunistas. 





Grande Sinagoga
Mais uma vez as palavras não chegam para descrever a grandiosidade desta que é a maior sinagoga da Europa e a segunda maior do mundo.





Mercado Central
É o maior mercado de Budapeste e por aqui podemos encontrar para além dos normais frutas e legumes, os tradicionais salames picantes, de todos os tamanhos. No segundo piso são vendidas peças de artesanato local. 







Espreite ainda:

Praga, Viena e Budapeste...alguma dicas

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pontos de vista # 11

Budapeste no seu melhor...


Colina Géllert
Pormenor da Igreja Mathias

Mural junto ao Funicular



Estátua do passeio ribeirinho

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Descendo o Danúbio

Quando li algures no Guia (sei que são meramente indicativos mas ainda assim) que Budapeste era a mais bela cidade do triunvirato habsburgo (Budapeste-Viena-Praga) ainda não tinha chegado à capital húngara mas já tinha passado pelas outras duas e pensei..."É uma afirmação muito contundente. Como é que Budapeste poderá alguma vez superar o encanto de Praga e a grandeza de Viena?" A verdade? Supera!! E de uma forma absolutamente deliciosa e despretensiosa.


Budapeste é verdadeiramente gigante...pela sua história, pela grandiosidade dos seus monumentos, pelo caráter e pela alma que demonstra em cada esquina, pela forma como envolve o Danúbio. De um lado e do outro da margem é possível admirar cenários tão sublimes que nos fazem sentir muito pequeninos.


Ao descer o Danúbio (que fiquem desde já avisados que de azul não tem nada) vai ficar a conhecer um dos monumentos mais emblemáticos de Budapeste, o seu Parlamento. É um edifício magnífico cuja dimensão e grandiosidade se torna completamente impossível de ver em pleno da praça que se estende imediatamente à sua frente (Kassuth Lajos). O melhor local para admirar esta obra prima é mesmo do outro lado do rio...da praça Batthyany, onde é possível contemplar aquele que é um dos mais maravilhosos edifícios neogóticos da Europa. Mesmo com nevoeiro e um céu negro não é possível ficar indiferente à sua beleza.




Prosseguindo esta viagem pelas margens do belo Danúbio chegamos à famosa Ponte das Correntes, a primeira a ligar Buda a Peste. Vamos atravessar a pé (sim, a pé porque as pontes de Budapeste têm esta característica espetacular que é poderem ser atravessadas por peões) para a outra margem aproveitando para contemplar as duas torres e as suas enormes correntes que a sustentam e que lhe dão nome. A vista do rio, de ambos os lados é encantadora, assim como a própria ponte. 




Ainda vamos a meio da ponte e já os nossos olhos se recusam a desviar da pequena caixa envidraçada a que se dá o nome de funicular e que nos leva tranquilamente até ao castelo. Não há palavras para descrever este "elevador"...é absolutamente delicioso, pequenino, arcaico. Ficou parado algures no tempo. Fiquei apaixonada por esta caixinha de fósforos que sobe bem devagarinho (sabe o quanto estamos a apreciar a viagem) ao cimo da colina.



Depois da viagem colina acima, colina abaixo agora seguimos, pela margem, por aí fora contemplando a paisagem até à Ponte Isabel, que já foi em tempos a mais longa ponte suspensa do mundo. Destruída durante a II Guerra Mundial foi reconstruída no pós-guerra mas só voltou a reabrir quase 20 anos depois, em 1963. A sua reconstrução foi também ela uma pequena "guerra" uma vez que implicava a destruição da Igreja Paroquial do Centro da Cidade. Esta igreja esteve seriamente ameaçada (os srs. construtores da ponte e autoridades comunistas insistiam na sua destruição) mas actualmente convivem amigavelmente estando quase tão juntas como duas siamesas.


O passeio pela zona ribeirinha do Danúbio pode ser feito a pé, e é muito mais saudável e a vista pode ser apreciada com uma outra calma, ou de eléctrico, uma experiência inesquecível que também não se pode deixar passar. Os eléctricos são velhinhos, meeeesmo velhinhos, e aí reside todo o seu charme. A viagem é curta mas vale bem a pena...é muito divertida.



Quando descemos do eléctrico junto ao Hotel Géllert ficamos de imediato de queixo levantado para esta obra secessionista com o seu ar imperial. O Hotel Géllert tem uma alma e uma vida própria...é um sra VIP, que vive num T7 com vista para o rio e a quem todos tratam com muita deferência. O seu estatuto assim o exige e não merece menos que isso. As suas piscinas de águas medicinais são as mais famosas de Budapeste e foram descobertas no século XIII. O edifício, também ele bombardeado na II Guerra Mundial, foi reconstruído nos anos 40, recuperando todo o seu esplendor. Até as suas estranhas Torres de estilo Ortodoxo, que parecem não pertencer ali, tendo sido construídas para relembrar que este era o local dos antigos banhos turcos, fazem deste edifício um marco histórico de Budapeste.


Depois deste passeio, e se ainda restarem algumas forças nas pernas, vale a pena subir a Colina Géllert ate à Cidadela. A subida não é fácil e fica-se com os "bofes" de fora mas a vista é das mais espectaculares de Budapeste. Justifica o esforço e uma ou outra parecem ocasional durante a subida (podem sempre dizer que estão a parar para contemplar as vistas).


 Esta zona abriga algumas das maiores superstições e mistérios da cidade, historias como a do assassínio do bispo que lhe dá nome (que ao que parece foi fechado num barril e atirado lá de cima) dão ainda mais caráter e personalidade a esta colina sinistra. Lá bem no alto (ok, não é tão alto assim mas parece) é possível visitar a Cidadela, monumento construído para intimidar os próprios cidadãos da cidade e reprimir revoltas, e o Monumento à Libertação, uma obra polémica construída com o propósito de homenagear um soldado desaparecido em particular e que acabou por homenagear todos os que perderam a vida pela prosperidade da Hungria.






Depois da descida em ss que nos deixa algo tontos voltamos a atravessar o rio, desta vez pela ponte que mais me fascinou, a imperial ou a modernista Ponte da Liberdade, também ela reconstruída após a II Guerra Mundial. O último rebite prateado foi-lhe colocado pelo Imperador Franz Joseph. Os seus pilares mais altos estão decorados com grandes estátuas de bronze de Turul, uma espécie de falcão, o animal mais importante na mitologia Húngara. O Turul é um símbolo de poder, força e nobreza, ainda hoje  usado como símbolo nos casacos do Exército Húngaro.


E por aqui terminamos o nosso passeio de hoje. Existe ainda tanto por ver e por descobrir em Budapeste que não quero esgotar tudo numa única viagem, até porque tenho que poupar forças para o que ainda está para vir, que esta cidade não é pequena e, se não tivermos muito cuidado, vai deixar-nos completamente de rastos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Praga, Viena e Budapeste...alguma dicas


Praga,Viena e Budapeste são sem dúvida três das mais grandiosas cidades da Europa e foi uma emoção descobrir alguns dos seus segredos, sentir o seu pulsar e conhecer um pouco da sua história tão atribulada. Não querendo ser muito chata quero apenas partilhar, para já, algumas dicas e sugestões sobre esta viagem.

Para começar quero referir que toda a viagem pode ser planificada e marcada diretamente por nós, dando para poupar uns trocos. Quer o avião, quer os hotéis e deslocações são muito simples de encontrar e marcar.

#1 Avião
O voo foi marcado no site da TAP e ficou 294,55€ por/pessoa, com ligação Lisboa-Praga e Budapeste-Lisboa.



#2 Deslocações entre cidades
As deslocações entre Praga e Viena e Viena e Budapeste foram feitas de Comboio. No primeiro caso, a viagem durou cerca de 5h e no segundo não chegou a 3h. Os preços e horários podem ser consultados aqui. As viagens são relativamente confortáveis e os comboios modernos.



Transferes e deslocações
Em Praga a melhor forma de ir do aeroporto para o centro da cidade é de táxi. É relativamente rápido (mais ou menos 30 minutos) e não fica muito caro (cerca de 25 euros). Recomendação importante: chamar um táxi nos quiosques que estão à saída do aeroporto (os outros não são de confiança).



 De Praga para a estação de comboio o metro é uma boa opção, assim como da estação de Viena para o centro da cidade. A cidade tem uma excelente rede de metro.

Da estação de comboios de Budapeste para o hotel, o metro é também a melhor opção (mais uma vez a estação era bastante central) e apesar do susto inicial (o metro era para lá de velho e estava tão ferrugento que tive dúvidas se iria arrancar) foi bastante tranquilo. Para o aeroporto o táxi é a melhor opção (reservado pelo hotel na véspera). A distância ainda é longa mas como têm tarifa fixa (cerca de 20 euros) acaba por ficar muito em conta.



Pelas Cidades
Em Praga e Viena andamos sempre a pé para todo o lado. São cidades relativamente pequenas e a melhor forma de as conhecer e de as sentir é mesmo a pé.
Em Budapeste fomos de metro para a Praça dos Heróis, não só para poupar as pernas mas também para conhecer a mais antiga rede de metro da Europa. Também não conseguimos resistir aos velhinhos elétricos que circulam pelas artérias da cidade e fizemos a (curta) viagem entre a Praça Batthyány e o hotel Gellert. Muito divertido.
 


 


Hotéis
 Procuro sempre hotéis relativamente centrais dentro de um determinado budget (baixo,claro) e posso dizer que desta vez acertei em cheio. As reservas foram todas feitas através do Booking (do qual sou fã e cliente ativa).

 Em Praga ficamos no Eurostars Thalia localizado na do Teatro Nacional, a 5 minutos a pé da Ponte Carlos e a 10 do centro da Cidade. Em Viena ficamos num hotel um pouco mais modesto, o Hotel Graf Stadion, que não ficando no centro ficava a 10 minutos a pé das principais atrações. Em Budapeste voltamos a ficar num Eurostars, o Budapest Center, bastante central e que fica a 3 minutos da principal rua de lojas da cidade e à mesma distância do Museu Nacional e da Sinagoga. 







 Pode parecer complicado mas não. Requer alguma paciência e método mas é bem mais divertido do que ir à agência de viagens e comprar o pacote já feito.

Para terminar deixo apenas mais duas dicas...comprar bons guias (eu uso quase sempre os da American Express. Dão boas dicas mas ainda deixam muito espaço à descoberta pessoal) e levar um bom caderninho. Estes cadernos são excelente para levar algumas notas e dicas a não esquecer e para apontar as aventuras para mais tarde recordar. Este que aqui deixo foi decorado para o Travel pelas mãos habilidosas da Búzio na Areia.