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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Geek dos Museus #3 Museu Van Gogh, Amesterdão


Vicent van Gogh é um dos mais importantes artistas Holandeses! A sua curta carreira de apenas 10 anos foi suficiente para deixar cerca de 800 quadros e mais de 1000 desenhos. Sobretudo quando sabemos que Van Gogh aprendeu a pintar sozinho, apenas com a ajuda de livros, algumas lições das escolas de Antuérpia e Bruxelas, visitas a museus e com os seus amigos artistas.

The Painter of Sunflowers
Van Gogh retratado pelo seu amigo Paul Gauguin

Ao longo da vida acabou por desenvolver um estilo muito próprio com pinceladas expressivas e cores vivas, muitas vezes contrastando com a sua dramática vida, desde a falta de reconhecimento artístico ao suicídio.

E para quem chegou aqui parabéns! Acabou de descobrir que é um admirador de arte e sobretudo de Van Gogh. Confesso que certos pintores me entusiasmam e este é um deles e daí todo este enquadramento.

Passo então ao Museu himself. O Museu de Van Gogh guarda a mais vasta coleção de obras do pintor e é totalmente dedicado a dar-nos a conhecer a sua vida e obra. Aqui, além de ficarmos a conhecer um grande número das suas obras, organizadas pelos diversos momentos porque passou o artista, o museu permite-nos ainda ver algumas das suas obras mais importantes, como Os Girassóis, O Quarto em Arles, Corvos sobre Ceara e Autorretrato enquanto artista.




Ficamos ainda a conhecer as diferentes técnicas usadas nos seus quadros e as influências de outros artistas e estilos na sua obra, incluindo a oriental.

Podemos também analisar ao pormenor a suas obras, através de raio-x que mostram como reutilizava alguns dos seus quadros, de estruturas que mostram como trabalhava a perspetiva, de imagens analisadas ao microscópio que mostram ao detalhe a aplicação da cor e das pinceladas. São formas diferentes de ver e analisar as obras deste génio incompreendido e profundamente perturbado.

O museu está organizado em cinco períodos que mostram a sua evolução, desde os trabalhos iniciais em 1886 até à fase final em Auvers, percorrendo a sua passagem por Paris, Arles e pelo asilo em Saint-Remy.

Não vou percorrer todas as obras expostas mas não posso deixar de referir 6 pontos para ao quais devem prestar especial atenção numa visita a este museu

(daqui para baixo é só mesmo para fãs, ok! Não me responsabilizo por possíveis 'secas' que os não fãs possam vir a apanhar):

# a curiosa utilização da cor “casca de batata suja” feita no quadro “Comedores de Batata;




# a utilização brilhante de diversos tons de amarelo no quadro nos girassóis, enriquecidas com os tons de azul, vermelho e verde



# a utilização da cor no Quarto em Arles e reparar ao detalhes nas diferenças entre os dois quadros (sim, Van Gogh pintou uma cópia do seu próprio quadro), que nos obriga a olhar a fundo as duas obras;





# os autorretratos que pintou, a sua grande maioria para treinar diferentes técnicas e usos da cor, como o autorretrato enquanto artista, com cachimbo, com chapéu de palha e com cachimbo e chapéu de palha;







# o ambiente fatalista do quadro que marca o seu final de vida, “Cearas com corvos”, com as suas estradas sem saída, o céu negro e agitado e os corvos espalhados pela paisagem;





# as cores do quadro “Amendoeiras em Flor”, que representam estas árvores sob o céu azul, criado aquando do nascimento do sobrinho do artista





Através das várias salas deste museu podemos seguir a evolução nas obras de Vincent van Gogh, que mostram os diferentes momentos da sua vida, culminando com o seu período mais negro, em que já nos hospício pintou quadros onde e visível a sua angústia mental. Uma visita a não perder.



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